2010- Servindo ao Senhor com Fidelidade

Daniel

Daniel (em hebraico דניאל) é um dos vários profetas do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia no Livro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz"

No terceiro ano de Joaquim como rei de Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor conquistou cidade e pilhou objetos de valor que estavam no Templo de Jerusalém. Nabucodonosor levou esses objetos para a Babilônia e mandou colocá-los no templo do seu deus, na sala do tesouro. O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres.

Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias, todos da tribo de Judá. Aspenaz lhes deu outros nomes babilônicos, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego respectivamente. Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possívelmente morreu em Susa, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.

O autor

A opinião tradicional, tanto de judeus como de cristãos, é que o livro foi escrito no século VI a.c., e que Daniel foi realmente o autor. As evidências em favor dessa opinião são as seguintes:

  • Afirmações presentes no próprio Livro. O profeta Daniel fala em primeira pessoa em muitas passagens (Daniel 8:1-7 e 13-19, 27; 9:2-22; 10:2-5; etc.). Afirma que recebeu pessoalmente a ordem divina de preservar o livro (Daniel 12). O fato de que existam seções nas quais o autor se refira a si mesmo em terceira pessoa não é estranho, já que esse estilo é freqüente em obras antigas.
  • O autor conhece bem a história. Somente um homem do século II a.c., bem versado em assuntos babilônicos, poderia ter escrito quanto a alguns dos fatos históricos que se encontram no livro. O conhecimento desses fatos se perdeu depois do século II a.c., pois não se registrou em outra literatura antiga posterior. Descobertas arqueológicas mais ou menos recentes trouxeram estes fatos novamente à luz.
  • O depoimento de Jesus Cristo. Jesus mencionou a Daniel como sendo o autor (Mateus 24:15). Para todo cristão este depoimento é uma evidência convincente.

A autenticidade do livro biblico de Daniel como sendo Canônico (livro proveniente de inspiração Divina) é real. Daniel no Capítulo 7 de seu livro menciona a marcha de grandes potências, as quais realmente aconteceram. Deste a Tomada de Babilônia por Ciro, o governante Medo-Persa até as mais conhecidas potências militares ascendentes da divisão do império de Alexandre, o Grande, o qual é descrito no livro de Daniel como um "leopardo com asas" devido a rapidez de suas conquistas, até um "chifre que declarava Blasfêmias" posteriormente reconhecido como o "Rei do Sul", ou seja mais uma potência ascendente da antiga babilônia que governa até nossos dias. O mais convincente é que Daniel escreveu valiosas profecias que estavam muito além de seu tempo, um feito impossível de um ser humano realizar. Portanto a inspiração Divina na composição desse livro é comprovada por si só.

 

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